Press Release

The Veils

Um Regresso Muito Aguardado

A Crowdmusic tem o prazer de apresentar The Veils ao vivo no Musicbox de Lisboa no próximo 24 de Junho. A banda britânico / neo-zelandesa taz-nos o seu mais recente álbum, o aclamado “… And Out of the Void Came Love”. Trazem também as suas prestações em palco enérgicas e quase que transcendentais, onde os ambientes criados nos álbuns ganham outra densidade, absorvendo-nos e transportando-nos para um mundo onde os The Veils são senhores. A primeira parte será assegurada por uma prestação a solo de Time for T. 

O Nascimento dos The Veils

Os The Veils nasceram do engenho criativo de Finn Andrews. Nascido em Londres, mas com grande parte da infância e adolescência vividos na Nova Zelândia, Andrews cedo se envolveu na música, tocando e compondo principalmente ao piano. Em 2001, depois de enviar várias demos, Andrews e os The Veils assinam pela Rough Trade, tendo Andrews na altura apenas 16 anos. 

Nos seus primeiros anos, os The Veils chamaram a atenção com as suas enérgicas apresentações ao vivo e os singles que foram lançando. Algumas divergências na editora adiaram a gravação de um longa duração, vindo “The Runaway Found”, o primeiro álbum da banda, a ver o luz do dia em 2004. O álbum foi imediatamente aclamado pela crítica e ajudou a confirmar os The Veils como uma banda à qual estar atento. O estatuto de sensação quase aumentou quando a banda se separou apenas 2 meses depois do lançamento do álbum de estreia devido a divergências internas em relação à direção da banda. 

Uma Segunda Vida

No pós separação Finn Andrews faz-se à estrada a solo por algum tempo, período em que tem tempo para pensar nos próximos passos para os The Veils. Quando regressa à Nova Zelândia com ideias renovadas. Andrews reagrupa a banda com uma nova formação, ensaiando novas músicas que viriam a ser o esboço do próximo álbum.

“Nux Vomica” acaba por ser lançado em 2006 e é incluído em várias listas de melhores álbuns do ano. O som dos The Veils torna-se aqui mais negro, com uma composição mais complexa incluindo cordas e uma performance vocal mais experimental.

Estamos no período mais prolífico da banda que percorre palcos por todo o mundo em várias tours, compondo e gravando na estrada e nos períodos entre tours. É assim lançado “Sun Gangs” em 2009, mais um álbum bem recebido e incluído em várias listas de melhores do ano.

No ano seguinte abandonam a Rough Trade para criarem a sua própria editora, a Pitch Beast Records, e anunciam um novo EP que viria a ser lançado em 2010 – “Troubles of The Brain”.

A Confirmação e a vez do Cinema

Seguem-se mais 2 álbuns, “Time Stays We Go” de 2013 e “Total Depravity” de 2016. Este último tem a particularidade de ter sido em parte gravado no Porto. Nesse mesmo ano, Finn Andrews é convidado por David Lynch a participar na nova vida de Twin Peaks, usando também música da banda na série. Mas esta relação com o cinema não se esgota nesta colaboração. Paolo Sorrentino e Tim Burton são outros que utilizam a música dos The Veils nas suas obras.

A Pausa Que Originou "... And Out of The Void Came Love"

Até ao mais recente álbum dos The Veils – “… And Out of the Void Came Love” há um hiato de 7 anos. Nesse período Finn Andrews lança um disco a solo e faz-se à estrada. E o longo período que se segue está na lenta génese desse álbum. 

Andrews sofre uma lesão no pulso, partindo um osso durante sua tour a solo. Essa lesão é agravada gravemente pela continuação da tour, tocando piano noite após noite. Quando termina a tour Andrews é operado e enfrenta uma longa recuperação. Em repouso Andrews faz o que melhor sabe – compor e gravar demos, num processo moroso e algo frustrante em que grava a mão direita do piano separadamente da mão esquerda.

Já recuperado, começa o processo de gravação de um novo álbum com a banda, baseado no período criativo encetado durante os momentos de introspeção, privação e incerteza que marcaram a recuperação do pulso de Andrews. Estamos então em 2020 e rebenta a pandemia, o que imediatamente trava a gravação. Durante este período a mulher de Finn Andrews engravida, trazendo uma nova luz a um período conturbado do compositor, despoletando um novo período criativo e a escrita de novas canções.

 

É assim que chegamos a “… And Out of The Void Came Love” de 2023, um álbum duplo que é na verdade 2 álbuns gravados em períodos criativos diferentes. São no entanto 2 discos que se complementam, quase como um lado A e um lado B. São discos marcados pela adversidade, pela luta, pela incerteza, mas depois também pela esperança, pela luz de uma nova vida, de uma nova fase. É como se um disco fosse a resposta ao outro. Segundo Andrews, os dois discos são para ouvir separadamente, mas apenas por um pequeno intervalo para café, para ouvirmos o segundo ainda com o primeiro a vibrar nos tímpanos e no coração. A recepção a este álbum tem sido mais uma vez excelente e o regresso dos The Veils é uma das notícias de 2023, estando a banda em melhor forma do que nunca.

O Som dos The Veils

A música dos The Veils é algo bipolar, saltando de um indie rock negro quase depressivo para músicas upbeat de cariz indie pop com letras e melodias que ficam no ouvido. Talvez algum do fascínio que a banda exerce no público seja mesmo esta ambivalência, algo que também lhes permite conduzir os seus espectáculos com maestria por entre sons mais densos e complexos e momentos de descompressão que prendem o público ao concerto sempre à espera do que vem a seguir. As sonoridades indie rock da banda são pontuadas por fortes elementos folk e soul, mas também pop e pós-punk, não sendo fácil enfiar a banda num compartimento estanque de género musical (se é que isso na realidade existe). Uma coisa é certa, a composição e o universo lírico de Finn Andrews são únicos.

Uma Banda de Palco

Ao vivo as prestações dos The Veils são elogiadas repetidamente como enérgicas e imersivas. Os The Veils são uma banda boa de estúdio, mas é no palco que nos transportam para o seu universo e os ambientes que são ensaiados nos discos. A energia da banda em palco é poderosa e a performance do carismático Finn Andrews a liderar a banda é arrebatadora. 

Tudo motivos para não perder no próximo 24 de Junho o concerto de The Veils no Musicbox.

1ª Parte por Time for T a solo

A primeira parte dos The Veils no Musicbox será assegurada por Time for T em versão a solo.

A multicultural banda portuguesa regressa este ano aos álbuns com “Hurry Up and Wait”, o seu 3º. Com passagens já pelos principais festivais portugueses e concertos um pouco por todo o mundo, irá apresentar-se a solo no Musicbox no próximo 24 de Junho para abrir a noite que terminará com regresso dos The Veils a palcos nacionais.

Galeria

Vídeos

Concertos

Acreditação e Informações

Origem

Auckland – Nova Zelândia

Formação

Finn Andrews – Voz e Guitarra

Sophia Burn – Baixo e Voz

Liam Gerard – Piano e Teclas

Henning Dietz – Bateria

Dan Raishbrook – Guitarra

Discografia

Álbuns

The Runaway Found – 2004

Nux Vomica – 2006

Sun Gangs – 2009

Time Stays, We Go – 2013

Total Depravity – 2016

… And From the Void Came Love – 2023

Playlist

Links Importantes

... And Out of the Void Came Love

The carefully controlled, subversively gothic indie-rock emotional core of Total Depravity was always going to be tough to follow. Harmonious, heartwrenching, daring and deep, the album managed to not only finely distil a sublime cocktail of potent reverence and edgy form, but also serve as a creative zenith for the band’s signature thoughtful, atmospheric aesthetic. …And Out Of The Void Came Love is an extremely likeable double record seven years in the making, with the same sense of minimalism that was able to accentuate the emotional weight on Total Depravity with such striking clarity. Yet, it is also more animated, with less heavy production and a generally lighter hue to the overall experience. The difference between the two albums can perhaps be summarised as the difference between the use of flowery, lyrical language to express an emotion, and a blunter, more to-the-point relaying of the emotion as a statement. […]

The sincerity of the content here is beyond reproach, and Finn Andrews pens the lyrics with the verve of a premier poet.

The Veils’ new album …And Out Of The Void Came Love is a rich testament to the wonderfully crafted sound and aesthetic that the band has been creating and expanding since their emergence in 2001. 

This has proven to be a remarkable return for The Veils. In a time where seven years feels much longer and some would say that the band had fallen off into obscurity, they gave us an album so telling and so complete that it can’t be relegated to a comeback album, but a reminder that in spite of all, still they remain–thriving, living, existing, and searching for those little reservoirs of love and beauty in the midst of it all.