Press Release

Jonathan Bree

Jonathan Bree em Portugal a 25 e 26 de Agosto

A Crowdmusic tem o prazer de promover o regresso de Jonathan Bree a Portugal com 2 concertos, no Hard Club do Porto a 25 de Agosto e no Musicbox de Lisboa a 26 de Agosto.

Jonathan Bree é conhecido pelas suas composições melódicas onde deambula sobre as particularidades da vida moderna e do amor sobre arranjos de cordas e sintetizadores. A sua sonoridade noir evoca ambientes cinematográficos dos glamourosos anos 50 e 60, synth pop colorido e tem em Jonathan Bree um crooner ao estilo clássico com uma boa dose de ironia. Um estilo que alguém apelidou de Dark Disney. 

Estes elementos estão todos presentes no hit que catapultou Jonathan Bree para novos patamares de popularidade – “You’re So Cool” de 2018 com mais de 30 milhões de vizualizações no Youtube e já um clássico do Tik Tok. 

Pre-Code Hollywood (2023)

O seu último álbum, Pre-Code Hollywood, transporta os ouvintes para um mundo sonoro complexo que celebra o pop clássico de uma era distante, enquanto experimenta a vanguarda de uma forma original e moderna. O álbum, o quinto do artista neozelandês, exala um charme nostálgico que lembra a banda sonora de um filme de John Hughes. Sendo um produtor e músico mais conhecido pela sua pop orquestral com uma sonoridade bastante cinematográfica, aqui o profundo barítono de Bree e os seus arranjos musicais – que geralmente apresentam cordas deslizantes e instrumentos de câmara – inspiram-se em artistas clássicos como Lee Hazlewood e Serge Gainsbourg , mas renascem como algo inteiramente seu. Pre-Code Hollywood é um “álbum dark disco cheio de bangers tristes” que sintetiza os anos de experiência e a mestria de Bree numa coleção de canções refinada e ousada. É o seu trabalho pop mais inovador e emocionante até hoje.

Os Primeiros Passos e os "The Brunettes"

Depois de ‘You’re So Cool’ se tornar viral, muitos provavelmente presumiram que Jonathan Bree era um novo artista. Ele começou no entanto a escrever as suas próprias canções aos 9 anos, apresentando-se ao vivo como baterista na banda do seu primo até os 13 anos. Esta pequena carreira foi interrompida abruptamente ao ter que se mudar para a Austrália com o seu pai que era um aspirante a líder de culto. Bree acabout por sair posteriormente de casa e viveu de forma independente a sua adolescência.

Quando Bree voltou para a Nova Zelândia em 1998 formou os “The Brunettes” com Heather Mansfield e lançou a primeira gravação da banda, o EP Mars Loves Venus. Durante a sua existência correu o mundo em digressões com a banda e lançou músicas / álbuns e EPs através da Sub Pop Records e da própria editora criada por Jonathan Bree, a Lil Chief Records.

As frustrações de tentar seguir esse caminho tradicional para o sucesso como artista levaram-no a fazer uma longa pausa no lançamento da sua própria música. Durante esse interregno, ele produziu a música ‘The Cigarette Duet’ para Princess Chelsea (em 2011) e realizou o seu vídeo que se veio a tornar viral.

A Carreira a Solo

Quando finalmente voltou a lançar sua própria música, foi em nome próprio que regressou com o álbum “The Primrose Path” (2013). A única promoção que fez ao álbum foi o upload para o YouTube de um vídeo do álbum dele mesmo a assistir a programas de televisão no seu laptop na cama acompanhado da sua namorada e do seu gato.

 

O segundo álbum de Bree, “A Little Night Music” (2015), trouxe uma abordagem mais cinematográfica, mantendo melodias e “hooks” fortes. No entanto, é o álbum menos orientado à pop até agora, apoiando-se mais fortemente em paisagens sonoras clássicas – algures entre Nick Cave e o Quebra Nozes. Foi durante a promoção deste álbum que Bree apresentou pela primeira vez o conceito de atuar com a sua banda mascarada de época e com máscaras brancas. O single / vídeo de estreia ‘Weird Hardcore’ (2014) apresentava os seus músicos como se estivessem numa linha do tempo distorcida. Há rumores de que nessa época Jonathan Bree adquiriu uma máquina do tempo…

"You're So Cool" e a Consolidação de uma Estética

Na preparação para o seu terceiro álbum, “Sleepwalking”, Jonathan Bree lançou a música que trouxe mais holofotes para a sua música – ‘You’re So Cool’, que foi nomeado Vídeo do Ano pela Time Out New York e um sucesso no Youtube, contando hoje com mais de 30M de vizualizções.

“Sleepwalking” (2018) tem uma componente orquestral pesada com cordas reais, trompas, celeste e vozes soprano. Os seus arranjos trazem influências concretas do pop orquestral de uma era passada (pensamos em Lee Hazlewood e Nancy Sinatra), mas muitas das canções entram e saem de uma pop de vanguarda de uma forma que também é distintamente moderna.

O quarto álbum de Jonathan Bree, ‘After The Curtains Close’, lançado em 2020, vê o pop orquestral de imagem de marca de Bree dar algumas voltas inesperadas, tanto no experimental quanto no território kitsch povoado por alguns de seus heróis franceses da década de 1960. O resultado final é um álbum que mantém o DNA musical de Bree, sendo também divertido e variado.

O que poderia ser descrito como o álbum menos conseguido de Bree, pode também ser descrito como o álbum de separação de Bree. A lidar com o terminar de uma relação importante, Bree revela um ano de solidão e trauma mental, ao mesmo tempo que canaliza sentimentos positivos ao abraçar o sexo e a obscenidade como tema na sua música. Bree encontra um grande equilíbrio aqui entre a escuridão e algum “non-sense”, logrando-o sem parecer sarcástico, que é uma linha que alguns artistas parecem felizes em cruzar.

"You're So Cool" e a Consolidação de uma Estética

As performances ao vivo de Jonathan Bree também lhe renderam um largo culto de seguidores em todo o mundo pela sua originalidade e teatralidade. Com os membros da banda com máscaras brancas e em roupas estilizadas e datadas a épocas passadas, o palco é geralmente cenário de projeções cinematográficas criadas especificamente para cada música, envolvendo os espectadores numa aura bastante imersiva no universo lírico e estético de Jonathan Bree. Não deixa de ser também um piscar de olho a alguma ironia presente no universo de Jonatha Bree, que transparece nos seus espectáculos através da estética da banda, das dançarinas com movimentos sincronizados em algum absurdo, e das poses altivas do crooner de serviço. É quase como se Bree quisesse ser levado menos a sério na sua abordagem a temas complexos que são tratados na sua lírica, e ao mesmo tempo conseguisse que nos focassemos mais ainda nessa mesma mensagem. Uma espécia de instalação artística viva, num palco perto de nós.

Vídeos

Concertos

Acreditação e Informações

Origem

Auckland – Nova Zelândia

Discografia

Álbuns

The Primrose Path – 20013

A Little Night Music – 2015

Sleepwalking – 2018

After the Curtains Close – 2020

Pre-Code Hollywood – 2023

Playlist

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