Press Release

Jay-Jay Johanson

5 Concertos com a Crowdmusic

Jay-Jay Johanson volta a Portugal em 2023 para nos trazer a sua fusão elegante de trip-hop, jazz e electrónica, que envolve o público numa atmosfera única. A Crowdmusic apresenta 5 concertos de Jay-Jay Johanson, 4 em Portugal e 1 em Espanha em co-produção com A Dissonante de Vigo. 

27 de Abril | Lisboa | Musicbox
28 de Abril | Porto | Auditório CCOP [ESGOTADO]
29 de Abril | Porto | Auditório CCOP [NOVA DATA]
30 de Abril | Vigo | Masterclub
1 de Maio | Coimbra | Auditório do Conservatório de Música de Coimbra

Jay-Jay Johanson visita-nos em formato duo, utilizando a versão minimalista com que tem vindo a correr a Europa nos últimos tempos. Erik Jansson, colaborador desde os primeiros tempos da carreira de Jay-Jay, completa o duo nos teclados.

A adesão do público tem sido incrível, tendo já obrigado à abertura de uma nova data no Porto depois de esgotada uma primeira data no CCOP. Em Lisboa há já pouquíssimos bilhetes e em Coimbra, apesar da sala um pouco maior, estamos já a encher o último terço da sala. 

Uma Carreira de Mais de 25 Anos

Com 13 álbuns na bagagem e dois recém editados novos single – “Labyrinth” e “Finaly”  – que nos trazem a expectativa de um novo álbum, o crooner Sueco apresenta-se na sua melhor versão para concertos a não perder.

Jay-Jay Johanson não precisa de grandes apresentações. Ao primeiro álbum Whyskey de 1996 alcançou sucesso imediato, granjeando reconhecimento da crítica e de um vasto público. Músicas como “So Tell The Girls That I Am Back In Town” ou “It Hurts Me So” conquistaram uns anos 90 que já se tinham rendido a Tricky, Massive Attack e Portished 2 anos antes. Estes últimos são mesmo uma das principais inspirações de Jay-Jay, juntando o puzzle que estava por resolver na sua cabeça onde pulsavam fortes influências jazzísticas, electrónicas e cinematográficas.

Um Crooner Electro: de Chet Baker a Portishead

Na música de Jay-Jay Johanson destaca-se a sobriedade e o calor da sua voz, o bom gosto e critério dos arranjos, e o carácter quase intemporal das suas composições, que nos trazem reminiscências de Chet Baker e Massive Attack simultaneamente. 

Ao longo dos seus 13 álbuns e outras colaborações como algumas que fez para o cinema, Jay-Jay Johanson tem variado a sua paleta musical ao longo de um eixo bem estruturado, sem nunca trair as suas raízes jazz. O mais predominante trip-hop e ambiente cinema noir dos discos iniciais deu lugar a um som mais electroclash com Antenna de 2002 e Rush de 2005, para depois se dar um regresso às origens trip-hop, e por vezes mesmo ás raízes da sua formação jazz. 

Os novos singles  ”Labyrinth” e “Finally” são mais uma excelente demonstração da mestria de Jay-Jay Johanson em misturar o jazz com roupagens electrónicas como o trip-hop ou o downtempo. Em Abril vamos poder comprovar isso mesmo nos palcos Portugueses.

Biografia

Nascido Jäje Johansson em 1969 em Trollhättan, uma pequena cidade a 75km de Gotemburgo, o músico Sueco optou por uma anglicização do seu nome, Jay-Jay, quando enveredou pelo mundo da música. 

No entanto, esse caminho não foi sempre a primeira opção. Estudante de arquitetura, Jay-Jay Johanson criava pequenas canções na intimidade quase como que por terapia. “É engraçado, porque a minha formação é em arquitectura, não queria ser músico” – diz Jay-Jay numa entrevista.

Foi então providencial um amigo seu que o convidou para tocar num aniversário onde viria a estar também uma rapariga que trabalhava na BMG, e o resto é história. Daí à gravação de uma demo nos estúdios da editora em Estocolmo foi um pequeno passo.

Tudo Começou com Whiskey

Apesar de admirador confesso do jazz, Jay-Jay sentia que queria fazer algo menos “fora de moda”, e atento às novas tendências – até porque na altura trabalhava numa revista de música – fica extremamente impressionado com “Dummy”, o disco de estreia dos Portishead, o que viria a ter um impacto determinante no seu próprio disco de estreia – “Whiskey”, onde as sonoridades trip-hop são bem latentes e onde o jazz e acústico se cruzam com elegância com o electrónico. 

Em “Whiskey” Jay-Jay Johanson contou com a preciosa ajuda de Magnus Frykberg, que tinha tabalhado anteriormente com os Massive Attack e os próprios Portishead. Essa colaboração tem-se mantido desde então. “Whiskey” sai em Agosto de 1996 e é um sucesso quase imediato. “The Girl I Love is Gone”, “So Tell the Girls I’m Back in Town” ou “It Hurts Me So” são sucessos imediatos e ditam o início de uma carreira com mais de 25 anos. 

A Construção de Jay-Jay Johanson

Depos de um início de carreira quase acidental e um successo retumbante com o álbum de estreia, seguem-se “Tattoo” e “Poison”, de 1998 e 2000 respectivamente, 2 álbuns na linha de “Whiskey” na sua estética e sonoridade. Este último contou com contribuições de Robin Guthrie, membro fundador dos Cocteau Twins, e atingiu mesmo a 4ª posição no Top Francês de Álbuns. 

Ao longo dos anos Jay-Jay Johansson tem mantido uma regularidade impressionante de produção e edição, lançando novos trabalhos sensivelmente a cada 2 anos. Em 2001 compôs a banda sonora do filme “La Confusion des Genres” do realizador francês Ilan Duran Cohen. Antenna de 2002 é uma viragem mais à electrónica, fruto também da colaboração com o grupo alemão de electrónica experimental Funkstorung, que resultou num álbum mais electro-trash / electro-pop. Foram caminhos onde se foram moldando o som e a persona de Jay-Jay Johanson, com experiências sonoras e estéticas em diferentes géneros e campos artísticos. 

Uma Identidade Bem Definida

A partir daí o som de Jay-Jay manteve-se dentro do balanço entre o jazz e a electrónica e a criação de ambientes cinematográficos algures entre Hitchcock e Nouvelle Vague, aquela sonoridade que identificamos como a de Jay-Jay Johansson.

O último álbum “Rorschach Test” de 2021 é disso mesmo um exemplar notável, mostrando um Jay-Jay Johansson no domínio total das duas capacidades líricas e de composição.

Em 2023 espera-se o anúncio de um novo álbum, mantendo a cadência de 1 álbum a cada 2 anos, e para suportar essa expectativa o artista partilhou já ter estado em estúdio no início do ano. Dois novos singles – “Labyrinth” de final de 2022 e “Finally” de Fevereiro de 2023 – abrem o apetite para o que há-de vir.

Galeria

Vídeos

Concertos

Acreditação e Informações

Formação

Jay-Jay Johanson

Voz | Sintetizador

Erik Jansson

Piano | Fender Rhodes

Discografia

Álbuns

1996: Whiskey

1998: Tattoo

2000: Poison

2002: Antenna

2005: Rush

2007: The Long Term Physical Effects Are Not

Yet Known

2008: Self-Portrait

2011: Spellbound

2013: Cockroach

2015: Opium

2017: Bury the Hatchet

2019: Kings Cross

2021: Rorschach Test

Soundtracks

2000: La Confusion des Genres

2008: La Troisième Partie du Monde

Últimos Lançamentos

2023 : Finally (Single)

2022: Labyrinth (EP)

Playlist

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